SU TS HOMENS DE TERNO
Crônicas/Nereus/Marco Zero
Crônicas · 🌌 Episódio 0

Marco Zero — A Gênese

Antes de Nereus. Antes dos Ternos. Antes do nome SUITS existir para nós.

Servidor Nereus · Pré-SUITS Capítulo 00 · Prólogo
Há muito tempo, num servidor muito, muito distante...
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Antes de Nereus. Antes dos Ternos. Antes do nome SUITS existir para qualquer um de nós.

Um jogador sem bandeira vagava pela SPQR ROMA, sem nunca encontrar encaixe.

Um vizinho de ilha, barulhento e sem cerimônia, estava prestes a mudar o rumo de tudo.

Esta é a história de como um aviso virou aliança, uma aliança virou fuga, uma fuga virou nome sem inspiração, e um nome sem inspiração virou os Homens de Terno.

Antes de qualquer terno ser vestido, havia apenas um jogador perdido dentro da SPQR ROMA. Não por falta de esforço — ele tentou, observou, aprendeu os costumes locais como quem estuda para prova. Só que o encaixe nunca veio. Era o tipo de situação que todo mundo já viveu: você está na sala, mas ninguém sabe seu nome direito.

A virada começou, como sempre começam as boas histórias de guerra, com um vizinho chato. Ele tinha um nick de guerra pomposo — Apache — e um hobby ainda mais pomposo: golpear contas pequenas sem qualquer cerimônia, tipo quem chuta formigueiro só pra ver a bagunça. Nosso protagonista sem-aliança viu aquilo de camarote, na própria ilha, e fez a única coisa que um futuro líder faria: mandou um aviso. Direto. Sem paninho quente.

"Já vi o que você andou fazendo por aqui. Vai com calma, vizinho."

Contra toda lógica de bully de servidor, Apache não ficou bravo. Ficou impressionado. Reconheceu ali alguém com espinha dorsal — e fez a única coisa sensata: convidou o cara pra dentro da própria aliança, ainda tosca, ainda sem forma, montada com mais ambição do que estrutura.

E assim começou a era mais improvável de todas: um recém-chegado recrutando, organizando, dando forma a um bando que Apache tinha criado, mas mal sabia administrar. Enquanto o dono original seguia fiel ao próprio instinto — atacar primeiro, pensar depois, se é que pensava —, o novo integrante ia, sem perceber, virando a espinha dorsal de verdade da aliança. Não teve cerimônia, nem disputa, nem discurso de posse. Um dia, Apache simplesmente parou de se importar. E a liderança, meio que por osmose, trocou de mãos.

De líder recém-nomeado a capitão sem porto: era hora de achar um lar pra tripulação. E foi sob a bandeira improvisada BUM que a busca começou, mirando um nome que parecia promissor: SFal. No papel, a promessa era linda — migração, integração, crescimento conjunto, aquele tipo de discurso de fusão corporativa que sempre soa bem até alguém abrir a planilha.

Na prática, era terreno minado. Contas duplicadas suspeitas, histórico nebuloso, e um interrogatório disfarçado de "acolhida" que fazia qualquer recém-chegado se sentir réu antes mesmo de assinar o termo de adesão. A desconfiança cresceu dos dois lados até sobrar até pra quem só queria um teto. Sem Apache por perto pra validar (ou nem ele mesmo se importava mais), a decisão foi rápida: não ficar.

A aliança bateu em retirada, machucada, mas viva — o tipo de retirada que depois vira boa história de guerra contada no bar.

De volta à estaca zero, mas agora sem Apache pra dividir o comando, era hora de escolher um nome de verdade. E, sem nenhuma centelha de inspiração criativa disponível naquele momento — porque batizar aliança às três da manhã depois de um fiasco de fusão não é exatamente pico de criatividade —, nasceu o nome mais honesto possível: Cem Nome. Irônico até hoje: um nome que era, literalmente, a ausência de um.

Enquanto isso, longe dali, Apache continuava sendo Apache: arrumou treta com uma aliança vizinha chamada Lobos. Só que, dessa vez, quem precisou resolver o estrago não foi ele — foi a liderança de Cem Nome, que escolheu mesa de negociação em vez de guerra por tabela. E foi assim, tentando apagar o incêndio alheio, que nasceu o contato com Harvey Maia, líder da Lobos.

Onde podia ter havido mais uma guerra qualquer, houve diplomacia — e um acordo de não agressão que, coincidência ou destino, seria só o primeiro capítulo de uma parceria bem mais longa. Só que nem todo mundo em Cem Nome via as coisas do mesmo jeito. Apache e o irmão, BOROWSKY, queriam sangue: continuar o embate, ir pra cima da Lobos de peito aberto. A liderança discordou — e, quando a diplomacia venceu o instinto de briga, a rachadura ficou definitiva. Foi hora de sair.

Não sozinho, dessa vez. Um grupo de cerca de oito pessoas — os que confiavam mais na mesa de negociação do que na próxima guerra — atravessou junto rumo à aliança que Harvey Maia tinha para oferecer: SUITS, já formada, já em pé.

Ao chegar, encontraram gente que já fazia parte da paisagem — Migus entre eles — e um punhado de outros nomes que logo se tornariam rotina no dia a dia da aliança.

Um deles foi JULIOJCP, figura reservada, muito na dele, do tipo que raramente puxa conversa primeiro. O convite surgiu de um jeito nada convencional: no meio de uma caçada por jogadores inativos de outras alianças — recrutamento oportunista, sem cerimônia — alguém resolveu arriscar e chamar também o quieto do bloco. Deu certo.

Do lado de dentro da SUITS, ao menos, a base já existia — faltava só ocupar. No início, o ex-líder de Cem Nome assumiu o posto de General, comandando a estratégia militar da aliança recém-adotada, e também a diplomacia. Não durou: Carneiro o substituiu no posto de diplomata — e ocupa a cadeira até hoje. Talvez o mais educado dos casos de sucessão possíveis, considerando que Carneiro é, sem exagero, a pessoa mais educada que já se conheceu por essas terras do Ikariam.

E nenhum General sério comanda sozinho. Foi por essa época que surgiu, ao seu lado, o escudeiro que a história nunca deveria esquecer: BRZchurck — apelido que soa ameaçador, tipo boneco de filme de terror, mas que escondia o oposto exato disso. Nada de faca, nada de risada sinistra. Só um pupilo dedicado, sempre por perto, aprendendo o ofício de guerrear e negociar ao mesmo tempo.

Prova de que a amizade nem sempre nasce em terreno fácil: o batismo de fogo de BRZchurck aconteceu bem ali, na ilha de Pearl Jam, ainda antes de qualquer terno ser vestido oficialmente. Vizinho novo, sem tempo pra se apresentar direito, já recebeu o recado sem meio-termo:

Pearl Jam: "Se não doar vou te atacar"

E, pra coroar a recepção, o pupilo ainda ganhou apelido informal de brinde: sanguessuga. Não era bem o tapete vermelho que se espera de um futuro veterano da aliança, mas era, sem dúvida, memorável — do tipo que os dois lembram até hoje, rindo, décadas depois em tempo de Ikariam: "bons tempos, nem parece que faz pouco tempo." Ameaça e apelido viraram anedota, e anedota virou amizade — porque no fim das contas, no SUITS, o caminho mais curto entre dois estranhos sempre foi uma boa ameaça de saque seguida de risada.

Onde o General ia, o pupilo seguia — e virou, com o tempo, muito mais que aprendiz: virou amigo de verdade, dos que ficam.

Dentro da própria SUITS, dois rostos já esperavam sem fazer ideia do que estava prestes a começar: Loki e Pearl Jam, veteranos que testemunharam a chegada dos recém-migrados sem saber que ali nascia outro capítulo da história. Loki, aliás, já dava as caras como um dos que mais subiam de pontuação na aliança — ao lado de outro nome que a história ainda vai apresentar: Marcos.

Nenhuma travessia épica é feita só de protagonista. Marco Zero teve seu elenco de apoio — e, como em toda boa saga, alguns brilharam por engano e outros sumiram sem deixar nem nota de despedida.

BOROWSKY, irmão de Apache — porque claro que o caos vinha em par —, era especialista em muita conversa e pouquíssimo resultado, o tipo de aliado que promete exército e entrega dois generais e uma desculpa. Gandalf ficou pra trás na SFal e nunca fez a travessia de volta — foi, literalmente, o mago que não passou.

E tem o reencontro mais estranho de todos: CHYNNELLO, nome que só reaparece anos depois, do outro lado do mapa, numa batalha no Tau. Adversários agora, ex-desconhecidos de outrora — o tipo de coincidência que só o Ikariam sabe entregar com essa pontualidade cômica.

ZaXxO colecionava contas como quem coleciona chaveiro: um punhado delas, tempo para nenhuma. Deixou todas irem pro cemitério e tomou rumo desconhecido, sem post de despedida, sem aviso, só silêncio de conta inativa. Mau-Tempo — Ricardo Torres pra quem tinha intimidade — dava volume e números, mas, convenhamos, número sem estratégia é só estatística bonita.

Mineirinho e Sakiador ecoam sem grandes registros: presenças, não protagonistas, o tipo de nome que aparece em print antigo e ninguém mais lembra o contexto. E, claro, não dá pra esquecer de Marcos — o cara crescia a conta igual fermento, um dos que mais subiam de pontuação de toda a era. Ninguém sabia exatamente como, ninguém questionava demais. Só via a produção subindo dia após dia, com uma consistência quase suspeita de padaria de bairro.

É aqui, exatamente aqui, que a história registrada nas Crônicas de Nereus encontra suas raízes. Tudo o que veio depois — os Ternos de Luz, o Julgamento de Nereus, o Fantasma de Gerônimo — nasce deste Marco Zero: um jogador sem aliança, um vizinho barulhento, e uma sequência de decisões tecidas por desconfiança e diplomacia que, sem querer, deram origem aos Homens de Terno.

Sempre de terno. Mesmo antes de existir terno pra vestir.

🎯 Resumo

De jogador sem aliança na SPQR Roma a General fundador da SUITS: um aviso a um vizinho barulhento (Apache) vira convite, vira liderança, vira fuga da SFal sob a tag BUM, vira o nome provisório Cem Nome. No impasse com a Lobos, Apache e o irmão BOROWSKY escolhem a guerra — e cerca de oito pessoas escolhem sair e seguir para a SUITS de Harvey Maia, onde encontram Migus, JULIOJCP e outros. Carneiro assume a diplomacia logo depois, e a mantém até hoje — o mais educado de todos os Homens de Terno. Ao lado do General, desde o início, o pupilo BRZchurck: recebido na ilha de Pearl Jam com ameaça de ataque e o apelido de "sanguessuga" — memória que os dois ainda riem juntos até hoje. Loki e Marcos, dois dos nomes que mais subiam de pontuação na época, completam o quadro da SUITS que recebeu os recém-chegados.

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Toda batalha vira relato. Toda aliança vira história. A sua pode ser a próxima.

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