Depois do caos instaurado, todos resolveram que era hora de "acalmar os ânimos". Só esqueceram de avisar os ânimos.
Cada um apareceu com uma desculpa diferente para o atraso:
- "Tô atacando, pera."
- "O vizinho tá me chamando pra descer a lenha num cara."
- "Meu barco atolou." (Ninguém questionou isso.)
Ele chegou, abriu o microfone e começou um discurso tão sério que metade achou que tinha entrado na igreja por engano. Falou de honra, disciplina, responsabilidade… e no final largou:
— E parem de brigar por besteira.
Silêncio total. O medo reinou.
Alguém comentou sobre uma espionagem antiga, outro reclamou de um ataque que ninguém lembrava mais, e de repente estavam todos discutindo coisas de 40 eras atrás.
A conferência virou terapia de grupo sem psicólogo.
Depois de horas, chegaram a um consenso:
— Vamos deixar pra lá e fingir que nada aconteceu.
Aprovado por unanimidade.
Saíram todos dizendo que a paz estava selada. Trinta minutos depois já tinha movimentação militar no mapa.
A ordem foi restabelecida… mais ou menos.